Por: Marina Schielke | 10/01/2018

O município de Chapecó encontra-se em 5º lugar em número de homicídios no estado. De acordo com dados divulgados ontem pela Secretaria do Estado de Segurança Pública (SSP), entre o período de 01 de janeiro a 31 de dezembro de 2017 foram 37 ocorrências, um percentual de 17,3 a cada 100 mil habitantes.

No relatório organizado pela Diretoria de Inteligência e Informação (DINI), através da Gerência de Estatística e Análise Criminal (GEAC) da SSP, o Oeste de Santa Catarina aparece em 4º lugar, número que representa os 115 homicídios que aconteceram na região em 2017. Em primeiro aparece a capital Florianópolis, que registrou 246 durante todo o ano.

De acordo com o Delegado Vagner Tiago Papini, da Divisão de Investigação Criminal (DIC), dos 37 homicídios que aconteceram em Chapecó, 97% deles foram solucionados e os culpados, punidos. “O homicídio, infelizmente, é um crime difícil de prevenir, pois pode acontecer sem premeditação. O trabalho que a Policia Civil busca realizar é encontrar os culpados e levá-los a justiça”, explica.

A SSP também realizou uma análise da motivação desses crimes; 23,2% são pelo tráfico de drogas, mas 48,7% é a maior porcentagem e representa o número de homicídios com os motivos não informados. Além disso, a SSP divulgou que 50,6% dos casos acontecem em vias públicas e quase 60% deles são por armas de fogo.

SC na colocação nacional

De acordo com informações liberadas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) em 2017, o número positivo a nível nacionalcoloca o estado em penúltimo lugar em quantidade de homicídios. Apesar disso, as mortes cresceram em Santa Catarina nos últimos anos. Em comparação com 2016, o percentual subiu para 14% em 2017.

Ao todo ocorreram no estado 981 homicídios, 9,7% a mais do que em 2016. A taxa fechou em 14 mortes por grupo de 100 mil habitantes. Esse número é considerado um problema, já que a Organizações das Nações Unidas (ONU) configura até 10 mortes como normalidade, entre 10 e 20, problema e acima de 20, endêmico. As estatísticas também registram que 70,1% das vítimas possuíam antecedentes policiais e 73,9% dos autores tinham passagem policial.