Por: Rodrigo Kroth | 06/02/2018

Leonardo Rodrigo Zardo tem apenas 14 anos e já coleciona mais de 150 medalhas de natação, após sua federação. Com apenas quatro anos de idade, o chapecoense começou a praticar o esporte e, se depender dele, viverá nas piscinas até o corpo aguentar. Ser um atleta profissional, esse é o seu sonho daqui para frente. Para isso, não faltará o apoio da família, que como Leonardo, também sonha em vê-lo no esporte como a sua profissão.

A paixão pelas piscinas começou depois de uma orientação médica. Por problemas de saúde, foi recomendado que ele praticasse esporte, a natação. Com isso, aos quatro anos, foi o seu primeiro contato com a água. Aos 10 anos, entrou na Associação Chapecoense de Natação (ACN), e começou a disputar os campeonatos da federação. Resultado disso: 159 medalhas e três troféus.

Desde o início, sempre esteve rodeado de profissionais no esporte, através de seus treinadores Vitor Goulart e Jordan Bellei. Após sair das piscinas, pratica treino de musculação, sob a coordenação do profissional Marcos Júnior Benelli. O seu principal sonho é bem ousado. Após passar perto em 2017, pode ser realizado neste ano. E, para isso, inspira-se no fenômeno norte-americano, Michael Phelps.

“Meu principal sonho atualmente é ser medalhista brasileiro. Ano passado, no brasileiro, no Rio Grande do Sul, eu fiquei em 4º lugar nos 400 metros medley, que ano retrasado tinha ficado em 8º. Eu e meu técnico vamos nos esforçar para conseguir chegar até lá”, contou o garoto. Em 2017, ele foi convocado para a Seleção Catarinense de Natação, que também era um objetivo a ser alcançado

Para chegar até o topo, Leonardo precisaria ter, além dos treinamentos e academia, acompanhamento com nutricionista e psicóloga. Devido à condição financeira da família, ainda sente falta destes dois tipos de serviços para o jovem atleta. Os pais pedem auxílio financeiro para quem possa ajudar nas despesas. Isso por que, a família banca mensalidades, academia, e uma parte das viagens do garoto para as competições.

Sobre o futuro, Léo, em conversa com seu treinador, preferiu, pelo menos ainda neste ano, permanecer em Chapecó, por conta da sua idade, e ainda não estar fisicamente pronto para sair, além da preocupação dos seus treinadores em não pular etapas para a sua evolução no esporte. Mesmo com propostas de outros clubes, Chapecó será a cidade dele em 2018.

Um dos objetivos é, quem sabe um dia, representar o Brasil em uma olimpíada – Léo levou o nome de Chapecó para o Jasc em Lages no ano que passou. Esse sonho pode ser alcançado, como ele mesmo afirma. “Eu gostaria de ir para as Olimpíadas, mas ainda é um sonho bem longo. Tem muita coisa ainda pela frente. Mas, se tudo der certo, com certeza um dia quero estar lá”.